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Support the ICD project SM is healthy Remove SM/fetish diagnoses

Support the ICD project SM is healthy Remove SM/fetish diagnoses

SM and Fetishism are positive and healthful parts of peoples lives. To accept one’s SM orientation, preference, sexuality and love is essential for a healthy life, identity and decisive for the ability to protect oneself against sexually transmitted diseases.


SM is love – not a disease
Europride in Cologne 2002. Photo by Svein Skeid,
Smia-Oslo.

Love and respect are basic parts of SM relationships. Stigmatizing minorities by diagnosing their sexual orientation is on the contrary as disrespectful as discriminating people because of their race, ethnicity or religion.

For many years homosexuality has been abolished as a disease by the World Health Organization (WHO). But did you know that leather men and SM dykes are still not reported off the sick list? SM sex is even now considered an illness by the WHO, despite the fact that US psychiatrists removed it from their DSM manual eight years ago.

In connection with Europride 2002 the ICD project asks for testimony, quoted reference and supporting evidence from psychiatrists, psychologists, sexologists and reseachers of human sexuality in order to remove Fetishism, Sadomasochism and Transvestic Fetishism as paraphilic diagnoses from ICD, The International Classification of Diseases published by the World Health Organization (WHO).

The initiative of individuals is always to be welcomed, but even more efficient would be the formation of local and national working groups which are able to approach to the professionals in question.

Women suffer the most harassment
Branding perfectly healthy sexuality is an unacceptable insult to the dignity and integrity of the people who enjoy these safe, sane and consensual practices. Stigmatizing minorities by diagnosing their sexual orientation is as disrespectful as discriminating people because of their race, ethnicity or religion.

Even though the paraphilias in question are very rarely used, the stigma of being diagnosed make harassment of sexual minorities legitimate. The U.S. Leather Leadership Conference documents that between one-third and one-half of the leather/SM population suffer discrimination, violence or persecution because of their sexual orientation and identity. As with other assaults, women suffer the most harassment, losing their job or even their children, because of their SM love, lifestyle and self-expression.

Because lesbians also experience physical attacks – approximately one out of every four SM dykes consider or actually commit suicide because of severe persecution by their fellow-sisters – the U.S. National Organization for Women, NOW in 1999 erased previous censure of sadomasochism from their “Delineation of Lesbian Rights” policy.

The United Nations High Commissioner for Human Rights in 2001 became involved in the question of such abuses, and has registered individual cases of violence against SM practitioners worldwide.

Healthy leather people
In recent years as more research has been published, also the mental health and medical communities have begun to accept that SM is a safe and legitimate pursuit.

Sadomasochism is considered to be a healthy form of sexual expression as long as it does not impair the daily functioning of the subject, according to the latest 1994 edition of American Psychiatric Association Diagnostic & Statistic Manual (DSM-IV).

Denmark, as the first European country, totally removed the diagnoses of Sadomasochism from their national version of ICD in 1995 because this non-violent and healthy activity was considered as a private matter by the Health Authority.

In the rest of Europe and the world, fetishists, SM’ers and transvestites are still considered among the mentally ill by the ICD psychiatric authorities.

SM: Causas e diagnósticos (portuguese)

SM: Causas e diagnósticos

por Odd Reiersøl
(agradecemos a tradução por: blueshine)

O psicólogo e sexólogo norueguês Odd Reiersøl, neste artigo, argumenta pela abolição do diagnóstico de fetichismo, fetichismo de transversão, sadismo e masoquismo do ICD-10, Classificação Internacional de Doenças, versão 10.

Introdução

Neste artigo escrevo principalmente sobre SM, mas já que muitos profissionais falam sobre “parafilias” generalizadas ou sobre fetichismo como sendo intimamente ligadas ao SM, farei, por todo o artigo, referências a “fetichismo”. Argumentarei sobre a abolição do diagnóstico de “fetichismo”, “fetichismo de transversão”, “sadismo” e “masoquismo”. Usarei, na maior parte das vezes, o pronome “ele” em vez de “ela”, porque há mais conhecimentos sobre a “parafilia” masculina. Isso não significa que eu queira excluir as mulheres da minha discussão.

O que é SM?

Pontos de vista tradicionais comumente definem que SM é uma “perversão” onde pessoas têm prazer em atividades sexuais que inflijam dor e/ou humilhação. A pessoa que se excita sexualmente por infligir dor/humilhação é chamada de “sádico”. A pessoa que se excita sexualmente por receber estímulos dolorosos/humilhantes é chamada de “masoquista”. A palavra “perversão” foi originalmente usada dentro da terminologia legal, o equivalente psiquiátrico mais moderno seria “parafilia” ou “desvio sexual”(DSM-IV, ICD-10).

Eu vejo o SM como um jogo de poder erótico consentido entre dois adultos. Quando as atividades não são consensuais, ou quando um dos parceiros é tratado com desrespeito, elas se tornam abusivas e podem ser apropriadamente chamadas de “perversas”. O saudável, consensual jogo de poder erótico, pode dar prazer às pessoas. São variações ou preferências sexuais muito aceitáveis. Esses jogos de poder eróticos podem envolver dominação verbal ou física. Ordens, espancamentos, imobilizações e jogos de mestre/escrava são exemplos.

Já que “sadomasoquismo”, para muitas pessoas, carrega uma conotação de violência, pode ser melhor usar um termo diferente como, por exemplo, D/s (Dominação e Submissão), mas é difícil mudar terminologias estabelecidas.

Que tipo de pessoas pratica o SM?

A opinião tradicional de cem anos atrás definia que essas pessoas eram imorais, doentes ou degeneradas. Os pontos de vista não distinguiam entre violência e jogos consensuais. Dados psiquiátricos eram usados para provar esses pontos de vista.

Por exemplo, William Stekel (Stekel, 1930), um famoso psiquiatra e psicanalista, escreveu um livro sobre casos psiquiátricos em fetichismo e SM. Eram pessoas realmente desesperadas, muitas delas em conflito com a lei. Esses pontos de vista eram tirados desses casos.

Vale a pena observar a opinião clerical tradicional condenando todo tipo de atividade sexual que não ocorresse entre homem e mulher, e a atividade sexual necessária para a procriação como objetivo ser aceitável. Qualquer tipo de sexo que não usasse a posição de missionário (o homem por cima!) entre o homem casado e sua esposa era considerado “perverso”.

Foi apenas nos anos 70 que cientistas sociais tentaram conduzir estudos objetivos desses fenômenos sexuais (embora Kinsey tivesse umas poucas questões sobre atividades de infligir dor, como mordidas, no seu famoso estudo dos anos 50). Um dos primeiros estudos foi conduzido por Spengler (1977). Um questionário foi enviado a anunciantes em revistas de SM e a membros de clubes de SM. Moser e Levitt (Weinberg, 1995) fizeram um estudo mais extenso alguns anos mais tarde também baseado em questionários. Robert Stoller (Stoller, 1991) usou um método “etnográfico” para entrevistar praticantes de SM nos anos 80.

Estes estudos indicaram que os praticantes de SM são pessoas muito diferentes. Muitos deles ocupam posição elevada na sociedade, respeitados, com alto nível de educação. Não há razão para crer que há maior prevalência de psicoses ou desordens de personalidade do que na população em geral.

O que faz as pessoas desenvolverem um forte interesse ou preferência por SM?

Se até os psiquiatras e os psicólogos têm tradicionalmente se preocupado com a “etiologia”, acho que seria interessante levantar essa questão sobre a preferência ou forte interesse. Freqüentemente encontro pessoas que se perguntam: “Por que sou como sou?”

Visão psicoanalítica

Na visão psicanalítica o “sadismo” é quase sempre entendido como reação primária e o “masoquismo” como reação secundária ao trauma. O “masoquismo” é secundário no sentido de que o “sadismo” é dirigido para dentro, contra si mesmo. Se a criança tem uma mãe que nega satisfazer suas necessidades, ela pode, quando adulta, procurar vingança em fantasias sádicas e possivelmente realizá-las sexualmente contra mulheres. Sadismo “oral”, “anal” e “fálico” foram postulados. Dessa forma, a vingança pode vir como resultado da angústia de castração na fase edípica (“fálica”). O conflito edípico pode, alternativamente, resultar diretamente em submissão (sendo assim, em masoquismo), como estratégia de fuga. Ele “deixa estar” por desistência.

A compulsão à repetição tem lugar proeminente no pensamento psicanalítico. “Pessoas SM” precisam recriar um velho cenário traumático na tentativa e resolver, aqui e agora, o que foi impossível de resolver no passado. Se, por exemplo, a criança foi espancada pela mãe, ela pode precisar repetir esse cenário tendo uma namorada lhe fazendo o mesmo quando adulto. Ou ele pode reverter essa situação espancando sua namorada.

Há numerosas explicações entre profissionais psicanaliticamente orientados (talvez tantas explicações quanto profissionais). Outra bem conhecida é sobre expiação. “Já que pequei (por ser sexual) sou mau e preciso punição”. Nesse caso, o “masoquismo” parece ser uma reação primária, o “sadismo” será a projeção e o sádico pune o outro ao invés de punir a si mesmo.

Parece que Freud tinha uma visão ampla do SM no sentido de que ele conhecia a seqüência dos estados “normais” aos “extremamente” sádicos, ambos em pessoas masoquistas. Ele associou homens sociáveis, assertivos, dominadores, como tipos sexualmente “sádicos” e mulheres receptivas, submissas, como tipos “masoquistas”. Apenas quando esses impulsos se tornam exagerados que a pessoa se torna “perversa”. Freud também entendeu o fetichismo como uma perversão “primária”, o que significa que o SM de alguma forma tem o fetichismo como base. É também importante notar que Freud, inicialmente, pensou o sadismo como força primária (em relação ao masoquismo), mas, posteriormente passou a crer que o masoquismo veio primeiro.

É preciso alertar que as palavras “sadismo” e “masoquismo” são usados em diferentes sentidos (dos sexuais) dentro da visão psicanalítica. Por exemplo, Wilhelm Reich (Reich, 1945) falou sobre “estruturas de personalidade” sádicas e masoquistas. Há formas de caracterizar tipos de personalidades e isso não tem necessariamente a ver com sexualidade.

Robert Stoller, um psiquiatra e psicanalista, se divide quanto ao pensamento psicanalítico quanto aos conflitos da infância contribuam à “etiologia”. Ele foge ao tradicional porque acentua a formação genética assim como outros fatores biológicos e culturais como importantes contribuições. Ele critica a psicoanálise de ser dogmática e não se interessar em investigar os fenômenos da vida real. “Teorias psicoanalíticas que comecem por chamar de perversos as pessoas fronteiriças, pre-psicóticas e que tais, não fazem justiça às áreas maciças de funções bem sucedidas presentes em muitas pessoas perversas ou às áreas maciças de patologia presentes naqueles que não são classificados como perversos” (nesse livro de 1991 ele atipicamente usa a palavra “perversão” ao invés de “parafilia”). Stoller delineia mais ou menos a seguinte conclusão de suas investigações etnográficas dos anos 80 bem como de outras pesquisas em relação às causas e às dinâmicas:

Fatores biológicos:

· “É sensato pensar que certas áreas anatômicas são constitutivamente mais prazerosas em uma pessoa do que na outra; o desenvolvimento de zonas libidinais contribuem para um estilo erótico”.
· Homens têm uma propensão para fetichizar (por “fetichizar” Stoller descreve um fenômeno que eu preferiria chamar “objetificar”)”ou seja, reduzir a apreciação de alguém a apenas sua anatomia, ou menos (isso sendo a dinâmica fundamental da perversão) em contraste ao desejo oposto nas mulheres por relacionamento, intimidade e constância. Ele supõe que a evolução filogenética é responsável por essas diferenças de gênero. Ele acrescenta, no entanto que essas diferenças quanto ao gênero sexual podem ser explicadas culturalmente.
Fatores culturais:
· Cultura é uma fonte de consciência, por exemplo: “.. quando a igreja medieval aceitou a flagelação como um ato piedoso, os masoquistas tiveram um assombroso caminho, mais ou menos livre de culpa, ao êxtase que a igreja de hoje bloqueou através de sua compreensão do masoquismo perverso”.
· A cultura é uma fonte de sugestões para as pessoas definirem seus comportamentos eróticos. Stoller refere-se aos “jogos erótico perversos”, isto é, um encorajamento aos indivíduos experimentarem práticas para o prazer erótico, mesmo quando a cultura desaprova essas práticas.
Fatores psicodinâmicos:

Trauma: Assim como outros psicanalistas, Stoller inclui o trauma como um fator de forte contribuição. Ele é mais cauteloso do que muitos dos tradicionais pois levanta importantes questões sobre como o trauma contribui exatamente e sob que circunstâncias. Por que algumas pessoas tornam-se interessadas em SM e outras não, tendo tido o mesmo tipo de trauma? Ele especula a partir de seus dados etnográficos e de sua prática psicanalista que as pessoas que praticam SM consensual são “neuróticas, como nós todos”, enquanto que os praticantes não-consensuais são mais severamente afetados demonstrando fortes sinais de desordens da personalidade ou, nos piores casos, de psicoses.
· “Ansiedade de simbiose”: Os meninos precisam desempenhar um ato de separação de suas mães que não é requisitado às meninas. Quando isso é difícil, eles podem temer tornarem-se femininos e podem temer tornarem-se íntimos de meninas e mulheres. “Muito da masculinidade, em todas as culturas, é construída a partir da manifestação desse conflito: da ênfase ao falo, do medo da intimidade com mulheres, do medo de ser humilhado pelas mulheres, da necessidade de humilhar as mulheres e da fetichizição das mulheres.” Ele apregoa que a ansiedade da simbiose pode ser a base para a maioria das perversões, por exemplo, fetichismo, voyeurismo e sadomasoquismo. Na sua maneira de ver essas são diferentes maneiras de criar ou preservar distância das mulheres.

· Defesa contra ansiedade, vergonha e culpa.
Teoria comportamental
Rosenhan e Seligman (1995) apresentam uma visão comportamental das causas das parafilias.Eles usam o paradigma pavloviano onde um reflexo condicionado (CS) é associado a um reflexo incondicionado (US) de estimulação genital e a uma resposta incondicionada (UR) de prazer sexual. Como resultado, futuramente um CS produzirá uma resposta condicionada de excitação sexual. Fetichismo por pés pode ser usado como exemplo. A visão e o toque de um pé no pênis pode se tornar um CS resultando em ereção ou orgasmo, o US. O CS não se extingue na parafilia, devido à masturbação que reforça a conexão entre CS e US. Mas por que algumas pessoas se masturbam com o CS e outras não é ainda um mistério.
Além disso, eles usam um “prevenção” como forma de explicar o fato de que um limitado conjunto de objetos tornem-se parafílicos. Essa prevenção é talvez “meio programada”(i.e. biologicamente determinada) e de determinadas espécies.

Sexologia “Moderna”
John Money (Money, 1986) é um dos mais importantes e conhecidos sexologistas que escreveu exaustivamente sobre a parafilia. Ele usa tanto a psicoanálise quanto a teoria comportamental para como bases para seu pensamento. Uma de suas definições mais proeminentes é a de “transformar a tragédia em triunfo”, a tragédia como vandalização da sexualidade de alguém ou um “gráfico do amor”. O triunfo é a satisfação sexual obtida por ser parafílico. Money define o “gráfico do amor” como “uma representação ou padrão de desenvolvimento existindo simultaneamente no pensamento e no cérebro retratando o amor idealizado, o caso de amor idealizado, e o programa idealizado de atividade sexo-erótica projetada no imaginário ou mesmo realizada com o parceiro” (Money, 1998). O gráfico do amor de uma pessoa é, supostamente, tão característico dessa pessoa como suas digitais. Uma pessoa com parafilia como parte de seu gráfico do amor teve seu gráfico vandalizado.
Gráficos do amor podem ser vandalizados de muitas formas, por exemplo, por pais que interferem no desenvolvimento sexual de uma criança. Ele afirma que a parafilia é virtualmente não-existente em sociedades que não colocam tabus no desenvolvimento sexo-erótico das crianças. Por outro lado, ele enfatiza que tanto a hereditariedade quanto o ambiente contribuem para o aparecimento das parafilias. Componentes hereditários não são necessariamente genéticos, pois podem, por exemplo, ser fruto de influências hormonais no ambiente intrauterino.
Money é conhecido pela extensiva classificação das parafilias, dividindo-as em categorias e sub-categorias e dando-lhes nomes específicos (como “acromotofilia”) que ele pegou do grego e do latim. Sua classificação é muito mais extensa do que as encontradas nos mais importantes manuais de diagnósticos (DSM e ICD).
Os sexologistas variam em sua maneira de pensar sobre as origens da parafilia. Uma opinião comum é que o desenvolvimento da parafilia está conectado à rejeição do indivíduo à sexualidade, ao corpo e à intimidade, e que há um conflito emocional em relação aos seus pais. O conflito emocional faz o indivíduo desconectar sua sexualidade de outros indivíduos e conectá-la a objetos ou situações.

Meus comentários sobre a “etiologia”
Acho razoável acreditar que há tantas origens para a parafilia quanto indivíduos parafílicos. De acordo com minha experiência e com os estudos que li, indivíduos de Sm constituem um grupo diverso que não tem necessariamente nada em comum exceto o fato de serem interessados em SM.
Muitos dos profissionais que tentaram explicar as origens do SM têm bons conceitos, mas eu não acredito que as explicações são universalmente válidas. É muito fácil postular um conflito e um trauma como necessariamente fatores fundamentais, especialmente quando dados do paciente são usados. Se isso fosse correto, eu esperaria uma maior prevalência de psicopatologias entre indivíduos SM do que na população em geral. Pelos estudos feitos, no entanto, não há razão para acreditar nisso. Como Stoller diz: “Muitos dos pacientes informantes são estáveis profissionalmente; a maior parte graduados ou mais, conversadores animados, com bom senso de humor, atualizados na política e nos eventos mundiais, e nem mais nem menos deprimidos do que a sociedade como um todo. “Como todo mundo, eles são neuróticos”.
Então, se, como Stoller diz, SM é uma PTSD (Desordem Pós Traumática por Stress ou Tensão) da infância, nós todos provavelmente temos algum tipo de PTSD, indivíduos SM ou não. E SM é virtualmente uma solução saudável comparando-se, por exemplo, a uma OCD (Transtorno Obsessivo Compulsivo).
Um dos pontos fracos nessas explanações é que quase sempre falam só de homens. Naturalmente, os homens tradicionalmente reprimiram menos suas inclinações sexuais do que as mulheres, assim sendo manifestaram seus impulsos sexuais de forma mais abrangente. Alguns deles tiveram problemas (algumas vezes até com a Lei) e terminaram num consultório médico sendo diagnosticados. Isso nos leva a um outro ponto fraco: muitos dos casos coletados vêm de casos patológicos.
Acho razoável perceber (como Stoller e Money) que há várias causas que contribuíram. A educação é obviamente insuficiente, já que há fortes razões para crer que ambientes equivalentes podem dar resultados diferentes. Indivíduos que foram espancados quando crianças podem ou não ser levados a espancar. E indivíduos que nunca foram (ou pelo menos dizem que não) espancados gostam de o ser durante os jogos SM. Talvez alguns indivíduos sejam mais atraídos a uma forte estimulação do que outros. O ânus é uma zona erógena para a maioria das pessoas e talvez mais sensível em umas do que em outras. Já que há diferenças genéticas nas partes do corpo de cada um, por que diferenças geneticamente determinadas em diferentes partes do corpo não respondem a vários tipos de estímulos?
Concordo com Stoller de que há causas biológicas, culturais e ambientais, que freqüentemente operam em interação simultânea. Acredito que a “fixação” (Stoller) ocupa uma parte importante, porque interesses sexuais são muito “resistentes à extinção”. Não acho que os teóricos comportamentais tenham acertado em que a masturbação seja um fator crucial para manter o interesse. Mais provável que o interesse tenha sido invocado uma vez e para sempre fixado, compelindo portanto o indivíduo a continuar se masturbando.
O interesse pode ser despertado de várias formas, não necessariamente traumáticas. Se há um trauma envolvido, talvez isso possa explicar a fixação pois a excitação pode ter sido tão grande que o impacto emocional da experiência fica gravado para sempre no cérebro e no sistema nervoso. Mas posso bem imaginar que os estados hiper-excitados tenham diferentes causas. Uma irmã mais velha que coloque sua bota no pênis do menino durante uma brincadeira pode ser o exemplo de forte excitação resultante do vigor do jogo mais o toque em seu pênis. Seu fetiche por botas e possivelmente um interesse masoquista pode ser devido ao intenso prazer num estágio de super-excitamento sem nenhum trauma envolvido. Naturalmente, sua estrutura genética pode ser de grande influência nessa hora. Entretanto, alguém pode argumentar que se um indivíduo adulto pode relacionar-se sexualmente apenas com botas e não com pessoas, deve haver algum trauma em sua vida que faz ser impossível uma relação sexual com outras pessoas. O(s) trauma(s) será, nesse caso, relativo à sua inabilidade em criar relacionamentos, não a fetiches ou interesses SM. Tenho certeza de que psiquiatras quase sempre se confundem sobre esses assuntos. Além disso há uma razão para acreditar que a maioria de nós sofremos algum tipo de trauma, e que isso poderiam, em casos individuais, ser prova de que o trauma é a causa para o interesse no SM. “Veja, esses SM todos tiveram traumas em suas vidas”.
De qualquer maneira, concordo com Stoller em que, aqueles que abusam de outros, sexualmente ou não, são indivíduos comprometidos psiquicamente. Eles devem ter sofrido traumas tradicionais (como terem sido vítimas de abusos) ou terem sido severamente negligenciados, de tal forma que suas habilidades para relacionarem-se com outras pessoas de forma respeitosa e empática tenha sido profundamente prejudicada.
Um ponto sobre a interação entre a biologia e o ambiente: há razões para crer que alguns meninos têm uma estrutura biológica mais feminina do que outros (Bateson). Um menino assim pode se sentir especialmente inclinado a brincar com meninas e de forma submissa. Sua estrutura biológica dá-lhe impulsos para escolher ambientes que lhe dê oportunidades de experimentar uma forte excitação sexual por meninas que o dominem. Aí, o interesse masoquista pode se desenvolver. É claro que não afirmo que todos os homens masoquistas são “efeminados”. Há diferentes razões para todos os interesses e preferências sexuais.

Por que o SM (e o fetichismo) ainda é passível de diagnóstico?

O SM não é apenas categorizado como uma “parafilia”, ele é também diagnosticado como tal. Sexualidade desviante tem sido vista como imoral (“perversa”) pelo clero como também pelos leigos. Essa avaliação tem servido como ferramenta para a opressão política. O controle da sexualidade das pessoas toca profundamente em suas personalidades. Com a medicalização da sociedade, imoralidade foi substituída por doença. Inúmeras práticas sexuais foram rotuladas de “desvios”, o que significa “doente” no contexto diagnóstico. Muitas dessas práticas são hoje consideradas normais, ou pelo menos não como doenças (por exemplo sexo oral, sexo anal, homossexualidade). Uma razão para isso é a crescente aceitação de atividades sexuais como prazeres legítimos (tanto para homens quanto para mulheres); a atividade sexual não necessariamente tem a procriação como objetivo atualmente.

Outra razão é a permissividade e a relativa abertura sobre a diversificação, e os homossexuais tornaram-se um forte e influente grupo lutando por seus direitos humanos. O mais autorizado sistema de diagnóstico psiquiátrico mundial é o DSM-IV (Manual Estatístico e Diagnóstico de Doenças Mentais, Quarta Edição) pela Associação Psiquiátrica Americana e o “Desordens Mentais e Comportamentais” subgrupo do ICD-10 (Classificação Internacional de Doenças, versão 10) pela Organização Mundial da Saúde.

Há, provavelmente, muitas diferentes razões do porquê SM e fetichismo são diagnosticados como “parafilias”:
· Categorização e estigmatização da minoria não a elimina. Indivíduos estigmatizados precisam falar e exigir aceitação, especialmente quando o grupo é invisível. Estabelecer categorias tendem a continuar sua existência (apenas porque eles existem) até que alguém lute por mudança.
· Muitos praticantes de SM nem sabem que eles são diagnosticados. A maioria deles estão “dormindo” nessa parte do mundo. Indivíduos com interesses em SM e em fetiches normalmente não procuram por terapia para mudar seus interesses sexuais. Esses indivíduos que foram diagnosticados são normalmente os reincidentes a que se referem o sistema legal.
· Dentro do diagnóstico de sádico e de masoquista não há distinção claro entre jogos consensuais e abuso sexual.
· Psiquiatras, pelo menos os tradicionais, tendem a acreditar que o SM é causado por severo trauma e, portanto, é um fenômeno anormal.
Na verdade houve algum esforço para mudar, o que resultou no “critério B” adicionado a todas às sub-categorias das parafilias no DSM-IV: “As fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais causam, clinicamente, significantes aflições ou prejuízos nas importantes áreas de funcionamento social, ocupacional etc.”. Este critério precisa ser encontrado como condição para que o diagnóstico de “parafilia” seja feito. O critério não é (ao menos não claramente, explicitamente ou consistentemente) implementado no ICD-10. Ambos os sistemas de diagnóstico aboliram o diagnóstico de homossexualidade.

Por que os diagnósticos de “fetichismo” e de “sadomasoquismo” deveriam ser abolidos?

· Isso é um assunto de direitos humanos. Diagnosticar tipos de sexualidade é um desrespeito assim como discriminar pessoas baseando-se na raça, etnia ou religião.
· Pessoas podem usar o diagnóstico para usar o abuso legítimo. Há ainda muito respeito e crença nos diagnósticos médicos. .
· Os “desviados” freqüentemente vêem a si mesmos como menos valorizados (eles sentem o estigma).
· Diagnósticos são confusos. Por exemplo, o critério de diagnosticar o “fetichismo de transversão” (DSM-IV) aplica-se apenas a homens heterossexuais. Fico feliz que homossexuais e mulheres estejam isentos (e eles têm sido bons em se agrupar contra a discriminação), mas homens e heterossexuais também deveriam. Uma razão pela qual mulheres estejam isentas desse diagnóstico é, provavelmente, que mulheres usam roupas masculinas de forma melhor aceita socialmente do que homens degradam seu status se usarem roupas femininas. O diagnóstico de “Sadismo” e “Masoquismo” são certamente confusos porque abuso e violência estão na mesma categoria que jogos sexuais consensuais. O diagnóstico de “Pedofilia” não tem nada a ver com fetichismo ou SM consensual, mas é diagnosticado como “Parafilia” do mesmo nível.
· O rótulo de “Parafilia” no sistema de diagnóstico parece inconsistente. Muitos tipos de parafilia (como o, por exemplo, definido John Money) não são mencionados. Desde que muitos tipos de abuso sexual são diagnosticados como parafilia, parece estranho que o estupro não o seja. Um estuprador não é necessariamente sádico porque ele pode não ter necessariamente excitação sexual advinda do sofrimento da vítima. A prática de sexo sem segurança também não é diagnosticada como tal (pelo menos não como uma desordem sexual).
· As categorias do DSM-IV para fetichismo e SM são redundantes, porque se as fantasias causam aflição ou prejuízo funcional, há muitas outras categorias (fora da parafilia) para serem diagnosticadas.
· Interesses por SM e fetichismo são basicamente “normais” (assim como algumas pessoas são atraídas por pernas com meias, outras pés com sapatos “sexies”, etc., e a dimensão desse poder é usualmente presente em algum grau, isto é, quem fica por cima e quem fica por baixo durante a atividade sexual). O interesse só é passível de ser diagnosticado se for excessivo, mas esse excesso pode ser aplicado a qualquer coisa na vida. Um colecionador de selos não será diagnosticado como “filatélico” só porque fica excessivamente absorto com essa atividade.
· O ICD-10 privilegia as relações sexuais: “Fantasias fetichistas são comuns, mas não são consideradas desordens a menos que levem a rituais tão compulsivos e inaceitáveis que interfiram na relação sexual causando um esgotamento no indivíduo”. Então, se as pessoas não querem relações sexuais, isso pode ser sério! Sadomasoquismo, no entanto, não significa causar um esgotamento no indivíduo (inconsistência).
· Independente do que cause o SM e o fetichismo, não há razões para diagnosticá-los como doenças. É um absurdo tão grande quanto diagnosticar as pessoas “judias”, “cristãs” ou “muçulmanas”.
· Não é a sexualidade em si que é um problema. Entretanto, qualquer tipo de sexualidade (até a atividade heterossexual “careta”, “normal”) pode ser pervertida quando abuso e desrespeito fazem parte dela.
· Diagnosticar pode afetar os indivíduos de muitas maneiras negativas.
Possíveis conseqüências por ser diagnosticado
· Pessoas podem acreditar que estão doentes porque autoridades médicas assim o dizem.
· Imagem negativa de sis mesmo, baixa auto-estima.
· Obsessões e compulsões, por exemplo, o alcoolismo, o abuso das drogas e o vício em trabalhar.
· Suicídio ou tentativa de suicídio.
· Ansiedade sexual, dificuldades sociais.
· Vários tipos de comportamento auto-destrutivo (por exemplo, mutilação própria e passividade).

Comentários finais: Qual é o problema realmente?

Stoller diz: “Mas agora, o ponto principal. Embora estudar o sentido da perversão valha a pena, o que interessa é a questão básica: Que ameaça qualquer indivíduo, não apenas o sadomasoquista, inflige a qualquer outra criatura? Não apenas na imaginação ou no teatro do comportamento erótico (como, por exemplo, no dos sadomasoquistas consensuais)”. Stoller usa a palavra “perversão” mais ou menos como sinônimo de “parafilia”. Eu acho que seria útil reservar a palavra “perversão” para atividades sexuais ameaçadoras e outras abusivas e desrespeitosas. A categoria de “perversão” poderia então incluir atividades como: estupro, coerção sexual, dolo sexual, pedofilia e inúmeras práticas sexuais perigosas. Estou falando realmente sobre a moral na nossa cultura, em nossos dias e época, e isso é que é importante. Se nós, por qualquer razão, precisarmos manter uma categoria diagnóstica de “desvio sexual”, eu certamente incluiria as práticas imorais nessa categoria.
De qualquer forma, qual é realmente o problema dos indivíduos “perverso” neste sentido? É um problema sexual ou alguma coisa a mais? Quando uma pessoa ultrapassa os limites de outra pessoa ou se comporta de forma auto-destrutiva, esta pessoa tem um problema e pode ser um bem sério, mas não um problema sexual. O homem que bate na esposa (sendo sexualmente excitado com isso ou não) tem um sério problema, como um transtorno de personalidade (o que também não é um problema sexual). O indivíduo adulto que se envolve sexualmente com crianças tem um problema grave. Ele provavelmente tem dificuldades em desenvolver intimidade com outros adultos, ou seja, em outras palavras ele tem um problema de contato.
Ainda umas poucas palavras sobre intimidade: Muitas pessoas, sejam “normais” ou “parafílicas”, têm dificuldade em tornar-se íntimo do parceiro apropriado. Se a pessoa é “parafílica”, a psiquiatria é rápida em atribuir o problema a um desvio de sexualidade. Seria mais apropriado ver a dificuldade com a intimidade como um problema, do que estigmatizar o tipo de sexualidade. Não há nenhuma evidência de que pessoas SM ou fetichistas são menos aptos a amar seus parceiros do que qualquer outra. Se a pessoa tem problema com intimidade, isso não é um problema sexual. Entretanto, isso pode ser muito sério.

Bibliografia

DSM-IV: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition, American Psychiatric Association, Washington DC.
ICD-10: The ICD-10 Classification of Mental and Behavioral Disorders, World Health Organization, Geneva.
Money, John: “Lovemaps”, Irvington Publishers, Inc., N.Y., 1986.
Money, John: “Sin, Science and the Sex Police”, Prometheus Books, Amherst, New York, 1998.
Reich, Wilhelm: “Character Analysis”, Farrar, Strauss and Giroux, N.Y. 1945.
Rosenhan, D.L. and Seligman, M.: “Abnormal Psychology, third edition”, Norton, N.Y. 1995.
Stekel, Wilhelm: “Sexual Aberrations”, Liveright Inc, N.Y., 1930
Stoller, Robert: “Pain and Passion – A Psychoanalyst Explores the World of S&M”, Plenum Press, N.Y., 1991.
Weinberg, Thomas (Ed.): “S&M – Studies in Dominance and Submission”, Prometheus Books, Amherst, New York, 1995.

Wie löscht man die Fetisch und SM diagnosen


Beobachte die wichtigen Wechsel und Zusätze der kommenden Workshops und Daten.

Workshop Manchester Sunday August 24th at 1pm Malmaison Hotel, Piccadilly (Gore St), (the mezzanine lounge)

Workshop Manchester (women only) Sunday, August 24th at 2pm The Lesbian and Gay Foundation, 15 Pritchard Street (off Charles Street)

Workshop London Thursday August 28th 7pm-9pm Central Station, 37 Wharfdale Road, Kings Cross, (main bar)

  • SM und Fetisch Diagnosen werden gerechtfertigt mit Brutalität, Hass und Belästigungen als Art der SM Liebhaber
  • SM Liebhaber verlieren ihren Job und das Sorgerecht für ihre Kinder, weil die eine Liebe führen und einen Lebensstil führen, der noch als Krankheit eingestuft wir.
  • Jedes Gericht urteilt entlastend bei selbstgestellten Mördern und Vergewaltigern, wenn die Opfer als kranke Perverse eingestuft wurden.

Fetischismus, Transvetismus und Sadomasochismus ist weiterhin als geistige Krankheit bei der WHO und den meisten Ländern angesehen, eingeschlossen UK, sie mißachten die Tatsache, das US Psychiater ihr DSM Handbuch vor 9 Jahren verändert haben und Dänemark als erstes Europäisches Land die SM Diagnosen 1995 komplett verbannt hat.

Das ReviseF65 Projekt wurde 1998 von Versammlung der norwegischen Vereinigung für Lesben und Schwulen Freiheit gegründet.

Die ReviseF65 Gruppe besteht aus Leather/SM/Fetish Männern und Frauen repräsentiert von Gruppen aus Leder und SM Schwulen und Lesben, bi- und heterosexuellen, sowie von Professionellen aus der Sexualkunde, der Psychologie und der Psychatrie

Beteiligt Euch an der mailing Liste: Um informiert zu sein, damit man EureStimme hört, beteiligt Euch an dere – mail discussionsgruppe unter www.revisef65.org/moderator.html.

Von Dienstag 21st August bis Montag 25th August, kann man Svein Skeid and Eric Barstad bei Rembrandt Hotel, 33 Sackville Street, Manchester, [email protected], tel: 0161 236 1311 kontakten.

Von Dienstag 26st August bis Sunday 31st August, kannst Du uns bei Blades Hotel, 122 Belgrave Road, Victoria, London, tel 020 7976 5552 kontakten.

Discrimination and violence towards the SM/fetish population (Revise F65, 2004; NCSF, 1999)

See also: NCSF 2008: Second National Survey of Violence & Discrimination Against Sexual Minorities
NCSF’s Violence and Discrimination Survey 1999.

 

 

(Some more discrimination cases are included under “Discrimination and stigmatization” on the full index page: Site map!)

På norsk
A lot indicates that the instances of violence, harassment and discrimination in connection with work, home and custody of children that we are aware of are just the tip of the iceberg. As the situation stands today, it is often spokespeople for SM interest organisations etc. that by the power of their visibility experience discrimination. The pathologising and diagnosis of the World Health Organisation (WHO) are often the direct or indirect cause of these attacks.

As a person interested in SM/fetish, you risk losing your job, custody of your children, problems with neighbours, your innermost circle of friends and your closest family members. This then means that we might not have so many sources of support left in our lives. Many people therefore choose to keep their orientation hidden because of the fear of what could happen if they disclosed this.

As a consequence, many individuals do not report being attacked because of the fear of being further harassed by the police. Even if 36 percent of respondents in the American study described below experience violence and harassment, 96 percent of these didn’t report this. As a taboo minority, SM ers and fetishists also experience a significant degree of suppression and invisibility in society, including in the press. When we are referred to, this is usually in connection with “scandals” where the people in question’s sexual orientation is used as a piquant detail to spice up the story for readers.

Violence and harassment

A study (n=1017) undertaken by the SM rights organisation The National Coalition for Sexual Freedom (NCSF), shows that belonging to the SM community and SM sexual orientation generally speaking means that an individual exposes themselves for being socially stigmatised.

Thirty-six percent of subjects had been subjected to violence or harassment because of their SM/fetish orientation. This included verbal insults (reported by 87%), physical violence (25%), stalking (19%), damage to property (19%), blackmail (17%), sexual harassment (13%), rape (10%) and other types or violence or harassment (7%).
https://ncsfreedom.org/component/k2/item/452-ncsfs-violence-and-discrimination-survey.html

The swedish police department Säpo point our that lesbians and gay men are the group that is exposed to most violence and persecution in Sweden. The worst attacks have happened at events with a theme of SM and fetish. See: www.revisef65.org/fefestninger.html [Norwegian text only]

EXAMPLE 1
In Norway, the newspaper Klassekampen (27th July 1990) and the monthly publication Blikk have documented how in 1992 a van with nazi symbols drove round the centre of Oslo threatened and shot at gay leather/SM men.

EXAMPLE 2
Nazi attack against RFSL
Nazist violence and murder of homosexuals is a large problem in Sweden. Leather- and SM- gay men are hardest hit.
Source: Qmagazine October 13, 1998
http://www.revisef65.org/linkoping2.html [Swedish text only]

EXAMPLE 3
Neo-nazis screamed, “bögjävlar” (“fucking buggers”) and made Nazi salutes to SM/fetish gay men. Nazi vandalism to the offices of the gay organisation RFSL has set off a debate about the risk level, with RFSL demanding that homosexuals should be covered by the law on hate crimes towards minority populations.
Source: Qmagazine October 19, 1997.
http://www.revisef65.org/linkoping.html [Swedish text only]

Discrimination

Thirty percent of individuals in NCSF’s study had experienced discrimination because of their SM orientation, preference or method of expression. Forty percent had experienced harassment, 25% loss of job or contract, 17% loss of promotion, loss of custody of children 3%, denial of membership to an organisation 11%, unauthorised arrest 5%, or other forms of discrimination.
https://ncsfreedom.org/component/k2/item/452-ncsfs-violence-and-discrimination-survey.html


Discrimination by official bodies

EXAMPLE 4
Lack of legal security for SM-ers
Denmark: Attacker escapes prosecution. By Ole Martin Larsen. Police in Copenhagen have refused to prosecute a man for rape because the victim is a masochist. The woman herself raised the alarm to police from the man’s home. She was found there by a police patrol, dissolved in tears, chained with both foot- and handcuffs and with blood streaming from cuts in her thighs. Despite this, the police consider that there is not sufficient evidence to convict the man.
“Even if I am a masochist, no still means no, and that should be respected. And I said this clearly, amongst other ways by calling the police. What is my legal security worth if this cannot lead to a conviction”, said the woman, a female doctor, to Berlingske Tidende. She has appealed to the public prosecutor about the police’s decision. According to the sadomasochist’s organization SMil, the case is unique, and raises a fundamental question of whether a no from a masochist has the same value as a no from others. Because of this, SMil considers the matter to be concerned with the legal security o f sexual minorities.

Source: Berlingske Tidende/Arbeiderbladet 22th October 1994.

EXAMPLE 5
Murderer goes free because victim was a sadomasochist
In August 1993, an American court of appeal let a brutal murderer free because the victim had written a sadomasochistic fantasy in their diary. In this way, people’s right to consent is placed outside the law because of their sexual orientation, even to the extent that their death has been involved.
Leitner v. State (1983) 631 So. 2d 278-9.
www.csun.edu/~hfspc002/PoliceFreeGaySlaves.html

The “sadomasochist” is often seen as having given up h/er rights to protection from violence or abuse. It is clear that homosexual men as prosecution witnesses face similar difficulties in credibility as heterosexual women. In August of 1993, an appellate court released a man convicted of murder because the murder victim had written a long sadomasochistic sexual fantasy in his journal and the trial court had refused this journal entry as evidence at trial. The fantasy is reproduced for the delight of the court in its entirety in the published case. The unspoken implication here is that a man who fantasizes about homosexual sadomasochism has somehow consented to a brutal murder: “The journal excerpt was essential to the appellant’s defense. It suggested Craven may have desired to be involved, and may have been involved in voluntary sadomasochist sex when he was killed. If he suffered from these desires, then he might have sought out an amenable partner”[20] who eventually killed him. (That wasn’t very “amenable” of the partner if you ask me). Again, the law has constituted the sadomasochist as an always-already willing victim, even to the point of death.[21] This opinion also highlights the idea of “voluntary sadomasochistic sex” as a “desire” that one “suffers from,” a common thread in much of this discourse. The official status of “perverse” desire is thus situated as a medical and psychiatric condition that places those “afflicted” beyond the protection of the law and unworthy of inclusion in “civilized” society.


EXAMPLE 6
English rapist freed because of victim’s SM orientation
In a rape case heard at Leicester Crown Court in England on 29th November 1994, the defendant was freed even though rapist Ben Emerson had admitted the attack. The discovery of SM toys in the woman’s flat, together with her sexual leaning, led to the rapist being freed. Do we see any similarities here to the general debate concerning rape about “loose” and scantily clad women who are not taken seriously when they say “no”. It is actually the woman’s sexual leaning that stands in the dock, not the perpetrator’s acknowledge attack.
Source: Press Association Newsfile 30th November 1994; “Student Cleared in Body-Piercing Rape Case”.

1994: The “crime” of being a pervert: Despite of a self identified rapists confession, on 29 November 1994, a man was found “not guilty” of rape at Leicester Crown Court, because SM-toys was found in the female victim’s apartment. “There can be no doubt from the evidence that what was really on trial during this event was the prosecution witness’s sexuality — the mere existence of an interest in kinky sex made her charge of rape untenable”, writes Ben Attias at the California State University of Northridge, USA. “A woman’s privilege to say “no” to sex is here circumscribed by the discursive apparatus invoked by her sexuality — a woman with an interest in sadomasochism, rubber skirts, and body piercing, judge and jury seem to have reasoned, cannot be raped. Her sexuality implicitly predisposes her to consent to sex — she is inscribed as always already willing.” [Ben Attias http://www.csun.edu/~hfspc002/PoliceFreeGaySlaves.html] [“Student Cleared in Body-Piercing Rape Case,” Press Association Newsfile, 30 November 1994].

Rape Defendant Ben Emerson

Despite this frank confession, Ben Emerson was awarded a verdict of “not guilty” of rape on 29 November 1994, after a two-minute jury deliberation at Leicester Crown Court. The judge commented to the jury, “I wholeheartedly agree with your verdict.” The judge had actually recommended to the jury that it render a quick decision before even hearing the defense’s case: “At the end of the prosecution case the judge summarized the alleged victim’s evidence and reminded the jury how she and Emerson had oral sex without her objecting at her home….the judge told the jury: ‘When he went to get some baby oil to massage her body, what is this young man to think when he finds in the drawer artificial penises, magazines designed to excite sexually? He finds a riding crop near her bed and chains on the bed,” (ibid). After the trial, a friend of Emerson stated, “Justice was served in the end.”

“Justice,” in this case, meant the release of a self-identified rapist because the “alleged” victim had committed the prior crime of being a pervert. There can be no doubt from the evidence that what was really on trial during this event was the prosecution witness’s sexuality — the mere existence of an interest in kinky sex made her charge of rape untenable. A woman’s privilege to say “no” to sex is here circumscribed by the discursive apparatus invoked by her sexuality — a woman with an interest in sadomasochism, rubber skirts, and body-piercing, judge and jury seem to have reasoned, cannot be raped. Her sexuality implicitly predisposes her to consent to sex — she is inscribed as always-already willing. Ben Emerson, quoted in “Student Cleared in Body-Piercing Rape Case,” Press Association Newsfile (30 November 1994). www.csun.edu/~hfspc002/PoliceFreeGaySlaves.html

EXAMPLE 7
USA: Released after multiple rapes
Donald Kekich, Bruce Battista, Harold Phillips and Daniel Phillips were found not guilty by Ohio’s court of appeal of having carried out rape and mistreatment throughout the night of 14th July 1977. The victim Jane Lucas had been careless enough to write a birthday card to Kekich from which her masochistic interest was clear. By the force of her sexual leaning she was seen as “always willing” and prepared for sex and in practice declared to without the legal capacity to oppose the attack.
Source: [17] State v. Battista, Case Nos. CA 4815 & CA 4816, Court of Appeals of Ohio, Fifth Appellate District, Stark County, Ohio, Slip Opinion 8th November 1978.

On 8 November 1978, an Ohio appellate court handed down a similar verdict to two men accused of rape, felonious assault, and felonious sexual penetration. The court included a detailed description of the events of 14 July 1977 in the court transcript, providing an account of victim Jane Lucas’ testimony “[a]t the risk of memorializing the conduct of the Defendants for the future delight of the sexually perverse.”[17] This invocation of a notion of potential prurient interest in the testimony of the victim is characteristic of the Court’s treatment of the issues involved — outright violence is sexualized and treated as potentially “nonserious” in the serious context of the courtroom.[18]

According to Lucas’ testimony, she drove to Donald Kekich’s apartment with the intention of having sex with him. When they got there, Kekich told her to undress and asked if she needed to use the bathroom. In the bathroom, she was grabbed by a naked man (Howard Phillips, another of the defendants), raped, and severely beaten. Kekich and Phillips continued to rape and beat her for hours, later taking her to the apartment of other friends who joined in her torture, which lasted all night and included being threatened with a shotgun, which was then shoved inside of her while pictures were taken.

The defendants were convicted of “felonious sexual penetration,” but were acquitted of rape and assault on the basis of the discursive apparatus mobilized by the following testimony: “She asked for everything. She asked to blow you, she asked to go to bed with you. I mean, every sex act that happened was through her. I mean came out of her mouth and with each and every guy,” (Bruce Battista). The appellate court vacated convictions on rape and assault charges based on testimony from a friend of Lucas’ that she had overheard Lucas express masochistic fantasies, and the following birthday card sent by Lucas to Kekich, with whom she had a sexual relationship prior to the assault:

“I think you’re a brute, an animal and a Sex Fiend! — And I want you to know I appreciate it! Happy Birthday! To a man who won’t stand anything he doesn’t like, do without anything he desires, or even be polite to people unless they please him. As mean as you are – you will live a century & then some – Happy Birthday, Turkey!

…Love, Janie Lucas”

According to the appellate court, “It is evident in the instant case that Jane Lucas who accompanied Donald Kekich, Bruce Battista, Harold Phillips and Daniel Phillips initially by invitation got much more than she bargained for. However, it is equally obvious from evidence of record and especially from the birthday card admitted as Defendants’ exhibit, supra, that had acts which followed been limited to sexual conduct it would not have been necessary to compel Jane Lucas to submit by force or threat of force and that no charges would have been filed with nothing further being heard of such occurrences.”

Here the mere suggestion that Ms. Lucas might have consented without force to a sado-masochistic sexual relationship is taken as a priori evidence that she cannot legally be raped. Again, her sexuality inscribes her as always-already willing. The appellate court’s conviction of the defendants on charges of “felonious sexual penetration” further indicates that what went wrong on July, 14, 1977, was not so much the violence and terror to which Ms. Lucas was subjected, but rather the introduction of a foreign object into one of her orifices — the defendants, in other words, were convicted of violating a dildo law. (The relevant portion of the law states as follows: “No person without privilege to do so [it is unclear who has this privilege] shall insert any instrument, apparatus, or object into the vaginal or anal cavity of another, not the spouse of the offender, when any of the following apply: (1) The offender purposely compels the other person to submit by force or threat of force…”)

 

EXAMPLE 8
The Spanner case
A hundred years after the case against Oscar Wilde, England has been the only land in Europe to criminalise safe, sane and consenting SM-sex between equal gay partners. Heterosexual sadomasochists have been found not guilty for similar activities. In the European Commission of Human Rights, seven lands voted to free the Spanner gay men, while 11 wanted to convict them. Subsequently the court unanimously followed the majority vote in 1997. The tragedy here is that the Nordic lands would have counted in the balance of votes. If they had supported the Spanner gay men, then the opposite outcome would have been achieved. The Norwegian representative didn’t even turn up to vote. In the English highest court of appeal (1993), the Spanner men were sentenced by three votes to one. The convicted men have received moral and economic support from a collective Norwegian and international gay movement and a range of Norwegian political organisations with many hundreds of thousands of members from both the political left and right. This was a broad mobilisation of people for important principles such as freedom from harassment and not being allowed to work in the public sector, the right to free expression and adult individuals’ right to take their own decisions regarding their bodies and sexuality.

http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Spanner

An official appointed British Law Commission in 1995 came to the conclusion that SM or sadomasochism, short of causing serious or permanently disabling injury, should be no crime between consenting adults. – Under the Law Commission’s new proposals, the Spanner men would never have been prosecuted, according to the director of the civil rights group Liberty, John Wadham (Pink Paper December 22, 1995).
http://www.revisef65.org/lawcomm1.html

Discrimination on the internet

EXAMPLE 9
AOL discriminates against gay SM people
Gay rights organisations threatened to boycott internet service provider AOL because America OnLine discriminated against SMers, whilst racists’ and homophobes’ expressions are tolerated. On Monday, NationalGayLobby.org demonstrated outside the town hall in San Francisco because AOL had removed the user profile of a SM gay man which included the words “submissive” and “bottom”. Activists warned that this would be just the first in a series of protests if AOL didn’t stop the censorship or throw out the homophobes.
Source: Wired News 25.10.1999.
www.wired.com/news/business/0,1367,32106,00.html

EXAMPLE 10
SM-censorship on Geocities
The Swedish website Robin1 for lesbians and gay men was censored by Geocities after Robin1 posted up theme pages on fetishism. There was no pornography on the pages. Here, you can read Robins story about the censorship and about his own coming out process as a leatherman. Skeive nyheter December 1997. www.revisef65.org/fesmsensurgeocities.html [Sorry, only in Swedish]

Scandalisation in the press

“Sado-murder” and “sado-rape” are usual headlines when the tabloid press want to bring out the spicy details that are supposed to send a shiver down reader’s spines and sell more papers. Despite modern research having shown that SMers are no more likely to commit crimes, the person’s “sadomasochistic” learning is used as an obvious explanation for why the attack took place. The media do the same as they used to with homosexuals in terms of how they build up stereotypes. It is exactly this kind of media blunder that was in our time the reason that in 1981 an anti-discrimination law was passed in Norway relating to gay men and lesbians (Else Bugge Fougner and Berthold Grünfeld in Norway’s Offentlige Utredninger (NOU) om strafferettslig vern for homofile, 1979).

One of many possible examples, the case described here is the witch hunt against the SM-er and weapons inspector Harvey McGeorge.

EXAMPLE 11
Witch hunt against human rights activist
The American weapons inspector Harvey McGeorge (53) was scandalised and ridiculed in the press throughout the world because he had worked to inform people about safe, sane and consenting SM sex. The weapons inspector’s Swedish boss, Hans Blix, stated however that McGeorge’s private life was not relevant to his position as a weapons inspector. Source: Smia-info 30th November 2002. www.revisef65.org/fefnsm.html [mostly Norwegian. One English link]
http://www.londonfetishscene.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2207:qsaddamasochistq-revealed-as-weapons-inspector&catid=30&Itemid=76

Loss of job

There are many examples where fetishists and SM-ers lose their jobs because of their SM interest and orientation. Others are threatened with dismissal if they continue to inform people publicly about the group’s human rights.

A survey among readers of “The Leather Journal” in 2001 could indicate that one in four fetishists experiences discrimination at work.
http://www.theleatherjournal.com/?q=politics

A study undertaken by the SM rights organisation The National Coalition for Sexual Freedom, NCSF, shows that one in 13 SM-ers had lost their job because of their orientation.
https://ncsfreedom.org/component/k2/item/452-ncsfs-violence-and-discrimination-survey.html

EXAMPLE 12
Threatened with dismissal
”Lasse”. In 1996, Oslo local authority threatened to dismiss a 22 year-old Norwegian bisexual male musician from his job in a free theatre group for children if he did not stop giving out information about fetishism in the media. The man was at this point a committee member in the Norwegian fetish organization Colorful People and had taken part in a debate on fetishism on ZTV. The man chose to sacrifice his freedom of expression in order to keep his job.
Source: Personal documentation.

EXAMPLE 13
Dismissal of temporary worker
”Kjersti”. In December 2000, a 26 year-old Norwegian heterosexual woman lost her temporary job as a salesperson in an insurance company in Eastern Norway because of her openness about her SM-orientation. This occurred despite the fact that she had completed internal training with the best results of the entire new intake of temporary staff. At a teambuilding seminar, participants were invited to tell their colleagues something about themselves that the others didn’t know about. The woman wondered whether to tell them about her interest in SM, but felt that this would not be quite right and therefore chose to contribute something else. Later the same evening, after dinner had been eaten and the atmosphere was more relaxed, she opened up to two or three of her colleagues and told them a bit about her interest in SM. This was met with good humour and taken as something “cool” by the colleagues, and in the first couple of weeks back at the office, this was joked about with “kinky” jokes in breaks, especially between the woman and these colleagues. The team leader heard the jokes, but did not share in the humour. Two weeks later, the woman was dismissed. The boss blamed this on the firm’s financial situation and said that he had taken on too many new employee s. However, the consultant in the deputy agency that had sent her to the firm in the first place afterwards gave her a friendly hint not to be so open about private matters in her next job. Two months later, the insurance company advertised again for new temporary staff for its sales team – temporary work with the possibility of permanent employment. The woman chose not to fight for her job, in the belief that she was only a temporary worker and therefore did not have the same rights as a permanent employee. Additionally, she would have been labeled as a troublemaker and would perhaps have missed out on the possibility of getting work through the temping agency in the future.
Source: Personal documentation

EXAMPLE 14
Dismissal of teacher at primary school
“Eros”. Norway, place unknown, 2003. A person of unknown sex, aged between 20 and 40 years. The person worked as a teacher in a primary school and is active in the Norwegian SM scene. In the course of the first few months in 2003, members of the local community around the school worked became aware of the person in question’s SM preferences. The person in question had not “come out” by themselves; this knowledge being made public was due to gossip behind their back. The gossip reached the school’s administration and the person received a sharp reaction from the school’s leadership: they were dismissed from their position at the school. It is hopeless to take up the fight again a dismissal like this. Such dismissals are clearly against the law, but should a person win a case against their employer, it would be just about impossible for the person to return to their workplace. The possibilities are all too great that the remaining employees would be in possession of misinformation and prejudices which would mean that they would not look upon that person as unsuitable to work with children, and as a result would “freeze” them out within the workplace.

EXAMPLE 15
Lost children because of SM diagnosis
“Hilde”. In 1997, a 42–year-old Norwegian woman in Eastern Norway let herself be pressured by her own lawyer to give up her custody of her two daughters after her divorce. The lawyer considered that the woman had a poor legal case because SM is defined as a psychiatric illness in Norway. This happened after her ex-husband got hold of the woman’s holiday photographs which showed her interest in SM – sado-masochism. He passed the photographs on to his lawyer. The children were also informed about the woman’s orientation. Today, the woman lives almost 40 Norwegian miles (400 kilometres/248 English miles) away from her children, but has partially regained contact with them after many years without contact.
Source: SMil-bladet, no. 2, 2002.

EXAMPLE 16
Children lost their father for 10 years
“Severin”. In 1983, a 39-year-old Norwegian man, who had been open with his wife of 12 years about his homosexual SM-orientation, lost shared custody rights of his three children (6, 10 and 12 years) because of his fetish- and SM-orientation. The smallest details of the man’s private sexual life was described by his ex-wife and her new husband in the court case (with jury). After this, he did not see his children for 10 years, until them became old enough to themselves make contact with him. Today, the man has a good relationship to them. An important element of the case is that the man was granted visitation rights to the children, something that was sabotaged by his ex-wife throughout the years of separation from his children.
Source: Personal documentation.

EXAMPLE 17
SM-preference does not affect caring ability
“Janne”. A 28-year-old Norwegian heterosexual woman had her parental rights to her two small boys under the age of six withdrawn in 2000 after she had asked the Child Protection department for help after the break-up of her partnership with the children’s father. Her ex-partner later became aware of her new interest in SM via an unknown source and informed the Child Protection department of this. SM-orientation was taken as a sign of illness and that the woman was not fit to be a parent. She was also reported for inadequate parenting of her children. The ”judgment” on the loss of parental rights including the woman’s SM-orientation, was announced by the Child Protection department in the presence of the children. After this, the woman was only allowed to have the children for between one and a half to two hours, one or two times a month, under supervision. She was not allowed to see the children in her own home. It became clear in the time following the judgment that the children had not received inadequate parenting from the woman, but instead one or both were born with a mild learning difficulty, which made him/them somewhat more demanding than unaffected children. The woman has employed a lawyer who is pursuing the case. The woman also wishes that something good should come out of the whole affair; namely that experts used in comparative cases in the future should intuitively know that the sexual preferences of adults – what one enjoys together with one’s partner – has nothing to do with a person’s qualities as a parent.
Source: Personal documentation.

Trashing: SM women harassed by other women

As with other types of attack, it looks as if women are especially vulnerable. According to the Jad Keres report from 1994, 56% of lesbian or bisexual women have experienced discrimination and violence from other women in the lesbian scene because of their interest in SM

https://ncsfreedom.org/component/k2/item/453-violence-against-s/m-women-within-the-lesbian-community-a-nation-wide-survey.html

One quarter of the sm women surveyed were physically assaulted by members of the lesbian community.

Discrimination within the lesbian community affects 30% of the women surveyed because of their sm orientation, including being ejected or refused admittance from a public accommodation, denied housing, and/or refused membership in a social, recreational, political, educational or spiritual lesbian group.

The lesbian author Pat Califia (Patrick Califa-Rice) in an interview with the Swedish paper Homoplaneten describes the harassment “trashing” of American SM activists:

“SM lesbians are beaten up and closed out from women’s social meeting places. Our literature is burned, they call our employers and say that we are perverts so that we lose our jobs”.
Source: “Samtaler med Pat Califia” [Talks with Pat Califia]. RFSL 12.10.1998.
http://www.rfsl.se/?p=3815&aid=4757

Things show that trashing where the most radical feminists harass women also happens in Norway. SM lesbians here too are denied entry to women’s social meeting places.

EXAMPLE 18
“Banners that express support of SM go against the basis guidelines for
having banners and the “8th of March”- days intentions and are therefore unacceptable in the parade.
Decision of the 8th of March committee in Oslo on 20th February 1997.
Source: Letter and telephone call from 8. mars-komiteen 1997.

EXAMPLE 19
A 32-year old lesbian woman was in 1997 outed and publicly exhibited as an SM‘er at her place of work by a Norwegian extreme radical feminist. The 32-year-old had taken part in a newspaper debate on SM and arranged a meeting on this theme. The feminist participated in a educational gathering at the woman’s workplace. The 32-year-old was not at the gathering, but figured as a therapist on a video used in the session. The feminist recognised the lesbian women on the video and said in front of the victim’s colleagues, head of department and representatives from other institutions “It is shocking that this woman works as a therapist when she is an SM-er”.
When the lesbian woman came back to work after the weekend, shocked colleagues told her what had been said. The victim felt that she had to turn up at a meeting of all the employees and prepared herself for the fact that she might no longer be able to work there. After this, the situation calmed down and the woman no longer works there.
Source: personal documentation

EXAMPLE 20
It can seem as if certain feminists systematically teach women to fear SM women and SM lesbians. The same 32-year-old mentioned above also experienced in 1995 that a colleague at an institute for outreach work with young people refused to work with the SM woman “because she couldn’t feel safe with the woman’s attitude towards violence”. The woman was called in by her boss in connection with the matter, but he didn’t have any problems with the SM lesbian’s sexual orientation. Neither did the third person in the team, a muslim American, have problems with this. The woman was at that time the leader of an SM rights organisation.
Source: personal documentation.

Kink Against Racism

Leather and SM people against nazism

Europride 2002 in Cologne. Photo: Svein Skeid
The European leather/SM movement has a long tradition against rasism and nazism. As early as in 1978 the AGM of ECMC – the gay “European Confederation of Motorcycle Clubs” – discussed how to stop Nazi elements from infiltrating their member-clubs.

The ECMC member club MS Panther Köln, in 1993 started “Leder gegen Rechts”, and decorated an “anti-nazi fleet” during the CSD (Christopher Street Day) parade that year.

Illustration right:
The German ECMC-club Rote Erde “Leder Gegen Rechts” 1993.

In 1998 the ECMC AGM, with their 50 european member clubs included an article in their Constitution against “Racist and Nazi attitudes, manifestations and actions, as well as membership in corresponding anti-democratic organizations”.

Fetisch gegen Rechts
More than one million people saw the five km long Europride parade 2002 in Cologne, included the huge anti-nazi-wagon from the big Cologne leather bar “Chairs”.
Picture left, Photo: Svein Skeid.

There was also a “Leder gegen rechts”-booth during the Folsom Europe Street Fair in Berlin in September 2004.

 

HERE IS THE TEXT OF THE 1998 ECMC RESOLUTION:
The ECMC AGM 1998 approves the following resolution:
“Racist and nazi attitudes, manifestations and actions, together with membership in ditto antidemocratic organisations is not consistent with membership in our democratic ECMC-clubs.”

Arguments for the proposal:
“The intention with this proposal is to secure the address lists and membership archives of our member clubs from being misused by antidemocratic elements.
We also carry the above resolution to foster fraternal brotherhood with our foreign cultural individual members and in solidarity with ECMC clubs fighting against nazi violence and for information about the difference between leather and nazi.
Today there is different attempts of building up networks of gay leather nazi organisations in Europe. We see this as a threat against the security of our ECMC-clubs and individual members.
The european leather community has a anti nazi tradition. Already in 1978 the ECMC AGM discussed how to stop nazi elements from infiltrating our member clubs. With the above resolution we want to confirm this anti nazi attitude.”

 

No nazifetish at Gear Fetish.
The gay leather internet community GearFetish.com takes stand against German swastikas and other nazi related symbols (Juni 1, 2005).


People of all colours at Folsom Street Fair Europe in Berlin 2004, picture right. The big street fair also included a “Leder Gegen Rechts”-boot.
Photo: Svein Skeid


Fetisj-helg med Smia-Bergen

Lakk & lær & lyst

Artikkelen er opprinnelig trykket i Bergens Tidende 18.2.1999

Regntøy, lakk og lær, uniformer, watersports og sadomachosisme, bodypainting, menn i kvinneundertøy, piercinger og tattoo.

You name it, lørdag arrangerer Landsforeningen for Lesbisk og Homofil Frigjøring fetisjparty på USF Røkeriet. Men uten at man trenger være homse eller lesbe av den grunn. Under mottoet «kjettinger og lær — eller kjerringer og fjær» arrangeres det også et seminar om emnet.

— Fetisjisme handler om å erotisere noe som vanligvis ikke regnes som erotisk. En vanlig definisjon er at hvis man tenner på kropp er det naturlig, men tenner man på ting og klær regnes det gjerne som en fetisj. Men definisjonen er ikke helt riktig. S/M handler jo om det psykologiske maktforholdet. Det er snakk om lek med roller, med identiteter, sier en av arrangørene.

— De aller fleste mennesker har en fetisj. Mange har hemmelige fetisjer som de går rundt og skammer seg over. Fetisjer skal man bruke til å utforske sitt sex-liv, sin identitet, sier arrangøren, og understreker at lørdagens fetisj-fest handler om ekshibisjonisme, den visuelle delen av sexlivet. At det slett ikke handler om noen sex-orgie , om noen trodde det.

— Menn på femti år med bleier er likevel litt søkt?

— Fint lite i menneskers seksuelle natur er «naturlig». Det meste vi knytter seksualitet til, er kunstig, kulturskapt. For 150 år siden var f.eks. nakne kvinneankler svært opphissende, poengterer arrangøren.

Fetisjelementer er på god vei til å blande seg i dagliglivet. Det finnes f.eks. knapt en dance- eller technovideo uten lakk & lær, og Vigdis Pettersen i spesialistbutikken Paradise kan forteller om en vesentlig økning i salget av slike varer. Særlig like før det skal arrangeres slike fetisjfester. Bare husk at det er dress-code.

USF Røkeriet, lørdag 20. februar 1999 kl. 21.00-02.00. Dørene stenges kl. 23.30.

Fetisj/sm-nyheter 1998

Fetisj/sm 1997

Fetisj/sm 1998

Fetisj/sm 1999

Fetisj/sm 2000

Fetisj/sm 2001 og senere

Artiklene er hentet fra Skeive nyheter 1998

karlgunnar_erik
Skeive dager i Oslo 1998   Foto: Svein Skeid.

Lær og SM er kjærlighet

Bildet viser Karl Gunnar og Erik gående hånd i hånd foran lærseksjonen i homoparaden i Oslo 1998. NRK Dagsrevyen hadde et flott innslag. Med kommentarer om homomangfold fanget de inn Karl Gunnar og Erik i fullt lær, der de gikk hånd i hånd foran lastebilen og lærseksjonen. Kameraet zoomet tilslutt mot hendene deres som en fokusering av at lær og sm faktisk dreier seg om kjærlighet mellom mennesker.

Artiklene er hentet fra Skeive nyheter 1998

Norske lærhomser i humanistblad
Etter norsk initiativ er den europeiske lærbevegelsen nå antirasistisk og antinazistisk. Skeive nyheter 10.12.98

Nytt lys på Leopold von Sacher-Masoch
Leopold von Sacher-Masoch skal ifølge en ny bok ha misbrukt sin posisjon til å få oppfylt sine egne slavefantasier. Skeive nyheter 25.11.98

Svenske homohus rene festninger
De groveste naziangrepene i Sverige skjer mot lærhomser på fester med fetisj og sm som tema. Skapnytt 19.11.98

Nok et åpent lesbisk tysk parlamentsmedlem etter at Christina Schenk i 1992 kom ut både som lesbe og sadomasochist. Skeive nyheter 16.11.98

Pisker opp klessalget
– Dette er ikke tortur, men frivillig sadomasochisme, sier den unge butikksjefen Hanne Gjærum (24) i Skien, som har en piskende domina i vindusutstillingen. Dagbladet 12.11.98

Pisk på moten
I dette tiåret er det sadomasochisme (SM) som er “skummelt”, og lakk og lær trenden vil nok vare til SM blir like akseptert som homofili er i dag, sier Kjersti Venaas og Berit Brønnstad i teatergruppa X3M. Adresseavisa 6.11.98

SM – en sexy diagnose
“Det mest pinefulle med å være sadomasochist er at det som er vakkert, inspirerende og meningsfyllt for meg, virker stygt, hatefullt og latterlig for andre mennesker.” Blikk november 1998

Nazistangrep mot RFSL Nazivold og mord mot homoseksuelle er et stort problem i vårt naboland. Lær- og sm-homser rammes hardest. Qmagazine 13.10.98

Samtaler med Pat Califia. Del 1 [død link]:
“Sm-lesber bankes opp og utestenges fra kvinners sosiale treffpunkter. Vår litteratur brennes, de ringer våre arbeidsgivere og sier vi er perverse slik at vi mister våre jobber.” Homoplaneten 12.10.98

Norge sviktet spannerhomsene
Norge og norden var på vippen i Strasbourg og kunne avgjort menneskerettighets-saken til spanner-homsenes fordel dersom den norske representanten hadde giddet å møte opp. Skeive nyheter 30.9.98

Dildoer kan være kreftfremkallende
Det danske postordrefirmaet Daells selger dildoer fra Østen som inneholder det kreftfremkallende stoffet kadmium. På innpakningen advares det mot at massasjestavene brukes i kroppsåpninger. VG 31.7.98

Désirée Hafstad: Ingen vanlig kvinne
Under kunstnernavnet Dessa van Lüderitz inviterte hun til Bergens første fetisjklubb, der dresskoden var “s/m, latex, leather, feather, schoolboy/girl, bondage…”. Bergens Tidende 19.7.98

Sadomasochist får smake partipisken
Arbeiderpartiet fikk kalde føtter og avlyste et møte med tema sadomasochisme i regi av Velgeraksjonen Folk for Jagland. VG 9.6.98

Tøffeste jenta i klassen
– Det er morsomt å ta utgangspunkt i SM-miljøet. I Karine Haaland tegneseriesatire “Larsons gale verden” får alle gjennomgå, inkludert minoritetsgrupper som homofile, innvandrere – og sadomasochister. Kulturkanalen 13.3.98

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Illustrasjonen er hentet fra Karine Haalands bok: “Våre venner menneskene” utgitt på Bladkompaniet AS 1999. Gjengitt med tillatelse fra Karine Haaland.

SM i Vatikanet [død link]
Pavens kammerherre Enrico Luzi ble funnet myrdet etter “en sado-masochistisk orgie”. Han kan være offer for en seriemorder som antas å ha tatt livet av 18 personer i Romas homoseksuelle miljøet. Nettavisen 9.1.98

Du var så vakker over meg
“Eg har utforska ulike posisjonar, men etterkvart funne meg ei nisje der eg ønsker å skrive inn nye erfaringar i den nynorske romantradisjonen, som f eks sadomasochisme, anorexi, stupfyll, psykomotorisk behandling og andre “randfenomen”.” Liv Nysted på Det norske Samlaget 1998

Sadomasochisme – bør jeg akseptere legningen? [død link]
Opplysende svar fra dr Christian Anker som også poengterer at personer som begår seksuelle overgrep sjelden er sadomasochister. Doktoronline 1998

Sm – erfaringer og forklaringer
Sm – er det sykt, straffbart og kvinnediskriminerende? Henrik Villestad skriver om de vanligste fordommene om sm eller sadomasochisme. Duo 1998